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A nossa abordagem

Compreender. Desenhar. Construir. Operar.

Os nossos projetos passam por quatro etapas, e cada uma termina em algo que pode rever e guardar: uma definição do problema, uma arquitetura com medidas de sucesso acordadas, uma implementação testada e uma passagem com um plano de operação.

As mesmas quatro etapas para entidades públicas e empresas, em Portugal e em todos os mercados europeus onde trabalhamos.

Quatro etapas

Da primeira conversa ao sistema em funcionamento

Cada etapa tem um resultado definido e um papel claro para a sua equipa.

  1. Compreender

    Mapeamos o problema de negócio, as pessoas envolvidas e os sistemas existentes, e decidimos em conjunto se a inteligência artificial (IA) é a resposta certa.

    O que acontece

    • Conversas com as pessoas que hoje fazem o trabalho
    • Análise dos sistemas, do acesso aos dados e das restrições
    • Primeira análise do risco, da privacidade e da classificação segundo o Regulamento da IA
    • Uma lista curta de oportunidades e do que mediríamos

    Resultado

    • Definição do problema

    O seu papel

    Partilhar o contexto, abrir portas às pessoas certas e decidir o que importa mais.

  2. Desenhar

    Escolhemos uma arquitetura, acordamos o que significa sucesso e planeamos a primeira versão, incluindo a forma de demonstrar a qualidade, a segurança e a supervisão.

    O que acontece

    • Desenho da arquitetura e das integrações
    • Plano de avaliação: conjuntos de teste e critérios de qualidade para a IA
    • Desenho da segurança, da privacidade e da supervisão humana
    • Plano de lançamento e constituição da equipa

    Resultado

    • Arquitetura e medidas de sucesso
    • Plano de lançamento

    O seu papel

    Acordar medidas e prioridades, e confirmar as decisões sobre dados, alojamento e supervisão.

  3. Construir

    Entregamos em incrementos curtos e testados que pode ver e usar, com cada alteração revista por pares, testada e documentada à medida que entra.

    O que acontece

    • Incrementos demonstrados em software que funciona
    • Testes automatizados, revisão de código e verificações de segurança
    • Resultados da IA avaliados segundo os critérios acordados
    • Documentação escrita a par do código

    Resultado

    • Implementação testada
    • Resultados da avaliação

    O seu papel

    Rever os incrementos, testar com utilizadores reais e aceitar o que está pronto.

  4. Operar e melhorar

    Entregamos ou operamos o sistema, monitorizamo-lo em produção e melhoramo-lo em conjunto, com base no que o uso real mostra.

    O que acontece

    • Monitorização da qualidade, do custo e da latência
    • Análise dos casos duvidosos e escalados
    • Runbooks e transferência de conhecimento para as suas equipas
    • Versões de melhoria regulares

    Resultado

    • Passagem e plano de operação

    O seu papel

    Assumir o sistema ou acordar quem o opera, e decidir que melhorias vêm a seguir.

Depois recomeçamos a partir do que aprendemos: o que acontece em operação define a agenda da ronda seguinte.

Modelo de colaboração

Como trabalhamos com as suas equipas

Uma equipa com objetivos comuns, progresso visível e decisões registadas.

  • Um único responsável

    Uma só pessoa responsável pela entrega responde perante a sua organização pelo âmbito, pela qualidade e pelo progresso, com o apoio de arquitetos e especialistas conforme o trabalho exige.

  • Equipa conjunta, um só backlog

    Os seus especialistas e os nossos trabalham a partir de um único backlog. As prioridades são definidas em conjunto e as alterações ficam visíveis para todos.

  • Um ritmo regular

    Ciclos de planeamento curtos, demonstrações em software que funciona e revisões regulares, para que as surpresas apareçam cedo e não tarde.

  • Decisões registadas

    As decisões de arquitetura e de desenho ficam escritas com as suas razões, para que possam ser revistas, explicadas e transmitidas.

Governação

Papéis claros, riscos visíveis, alterações controladas

  1. Uma direção que decide

    Um pequeno comité de acompanhamento reúne com uma cadência fixa para decidir sobre âmbito, prioridades e riscos. As vias de escalonamento são acordadas no início, e não quando se tornam necessárias.

  2. Riscos à vista

    Riscos, dependências e pressupostos ficam num único registo, revisto em cada reunião do comité, com um responsável para cada um.

  3. Governação própria da IA

    Nos sistemas de IA documentamos a finalidade prevista, a classificação do risco, as fontes de dados e os pontos em que as pessoas mantêm o controlo, em linha com o que o Regulamento da IA exige aos prestadores e aos responsáveis pela implantação.

  4. Alterações controladas

    As alterações ao âmbito, aos dados ou ao comportamento dos modelos seguem um processo de alteração acordado, com o impacto no custo, na qualidade e na conformidade tornado explícito.

Garantia de qualidade

Testado como qualquer sistema em produção, incluindo a IA

A qualidade do software e a qualidade da IA são trabalhadas em conjunto, desde o primeiro incremento.

  • Testes automatizados

    Testes unitários, de integração e de ponta a ponta correm automaticamente no pipeline de entrega, e um teste que falha trava o lançamento.

  • Revisão e verificações de segurança

    As alterações são revistas por pares antes de entrarem em produção. As análises de dependências, código e infraestrutura correm automaticamente, e os testes de segurança são planeados por versão.

  • Testes de acessibilidade

    As interfaces são testadas segundo a WCAG 2.2, nível AA, com verificações automáticas e revisão manual com tecnologias de apoio.

  • Avaliação dos resultados da IA

    Acordamos consigo critérios de qualidade e conjuntos de teste, medimos os resultados da IA com base neles antes do lançamento e continuamos a medir depois. Quando o sistema tem dúvidas, decide uma pessoa.

Como avaliamos a IA antes e depois do lançamento

O ciclo de avaliação que acordamos consigo para cada funcionalidade de IA. Critérios, limiares e passos de revisão são definidos por caso de uso.

Ler o diagrama em texto

O diagrama mostra um ciclo de cinco passos.

Passo 1, critérios e conjunto de teste: os critérios de qualidade e um conjunto de teste com exemplos reais são acordados com os seus especialistas. Passo 2, avaliar antes do lançamento: os resultados da IA são medidos com esse conjunto de teste e esses critérios. Passo 3, decisão humana de lançamento: os resultados são analisados consigo, e a sua organização decide se a funcionalidade entra em produção. Passo 4, monitorizar em produção: a qualidade, o custo e a latência são acompanhados no uso real. Passo 5, rever os casos duvidosos: as pessoas tratam os casos que a IA não consegue tratar de forma fiável.

As decisões tomadas no passo 5 voltam ao conjunto de teste do passo 1, para que cada ronda de avaliação parta do que o uso real mostrou.

Documentação e passagem

Fica com o conhecimento, não apenas com o código

A passagem é planeada desde a primeira semana, para que as suas equipas possam operar e alterar o que construímos.

  • Documentação de arquitetura

    Diagramas e descrições atuais dos componentes, das integrações e dos fluxos de dados, mantidos atualizados à medida que o sistema muda.

  • Registos de decisão

    Porque foi feita cada escolha importante, que alternativas foram consideradas e o que nos levaria a revê-la.

  • Runbooks e plano de operação

    Como implementar, monitorizar, recuperar e dar suporte ao sistema, e quem faz o quê depois da entrada em produção.

  • Transferência de conhecimento

    Trabalho em pares, sessões de apresentação e de passagem com a equipa que vai ficar com o sistema, distribuídas ao longo do projeto e não comprimidas no fim.

Equipas de entrega

Equipas formadas a partir de mais de 2400 pessoas

Formamos equipas multidisciplinares a partir de mais de 2400 colegas de engenharia de IA, software, cloud, dados, integrações e das nossas práticas Salesforce, SAP e Odoo. Uma equipa começa focada e cresce com o trabalho, de um pequeno grupo na fase de descoberta até um programa completo.

Procuramos manter as mesmas pessoas no seu programa do desenho até à passagem, porque a continuidade é o que transforma um projeto num sistema que dura. A composição da equipa e a forma como trabalha com as suas pessoas são acordadas em cada projeto. As primeiras conversas decorrem em inglês; a língua do projeto é acordada no início.

Setor público

Trabalhar com entidades públicas

Mais de 600 projetos para entidades públicas em toda a União Europeia, concluídos e em curso, moldam a forma como trabalhamos com a administração pública. As fases do procedimento de contratação, as regras do Código dos Contratos Públicos e a documentação que exigem fazem parte do plano.

Acessibilidade, segurança, proteção de dados e requisitos linguísticos são requisitos da descoberta e do desenho, não pontos para a última ronda de testes. Documentamos as decisões para que possam ser explicadas a auditores, entidades de supervisão e cidadãos.

Portugal

Entrega pensada para as regras portuguesas e europeias

Em Portugal, as mesmas perguntas surgem cedo: que obrigações do Regulamento da IA se aplicam, como são protegidos os dados pessoais segundo o RGPD e a Lei n.º 58/2019, e o que o Regime Jurídico da Cibersegurança (Decreto-Lei n.º 125/2025, em vigor desde 3 de abril de 2026) exige às entidades abrangidas e aos seus fornecedores. Tratamo-las nas etapas Compreender e Desenhar, para que moldem a arquitetura em vez de atrasarem o lançamento.

Nos projetos para entidades públicas, o plano inclui desde o início as regras do Código dos Contratos Públicos e, para quem fornece entidades públicas, a faturação eletrónica nos contratos públicos. Quando as regras de outro Estado-Membro também se aplicam, o plano indica-o de forma explícita; a leitura jurídica cabe aos seus advogados.

Perguntas sobre a forma como trabalhamos

Quanto tempo demora cada etapa?

Depende do âmbito, dos sistemas envolvidos e da rapidez com que as decisões podem ser tomadas. Acordamos um plano para cada etapa no início e mostramos o progresso em cada passo. Não prometemos prazos antes de compreender o problema.

É possível começar com algo pequeno?

Sim. Muitos projetos começam pela etapa Compreender, ou por um único caso de uso levado pelas quatro etapas, antes de crescer. Cada etapa termina num resultado que pode usar, mesmo que decida não continuar connosco.

Com o que fica a nossa organização no fim?

Recebe a documentação, os registos de decisão e os runbooks necessários para operar e alterar o sistema, e a passagem é planeada desde o início. A titularidade do código e da propriedade intelectual é definida no contrato de cada projeto.

Como garantem que os resultados da IA são suficientemente bons?

Acordamos critérios de qualidade e conjuntos de teste com os seus especialistas, avaliamos antes do lançamento e continuamos a medir em produção. Os casos duvidosos vão para uma pessoa. Apresentamos os resultados da avaliação; não prometemos valores de exatidão.

Podem trabalhar com as nossas equipas e com outros fornecedores?

Sim. Trabalhamos muitas vezes em equipas conjuntas e ao lado de outros fornecedores. Interfaces claras, um backlog partilhado e decisões escritas mantêm as responsabilidades visíveis.

Trabalham dentro das regras da contratação pública?

Sim. A nossa experiência em mais de 600 projetos para entidades públicas na UE inclui procedimentos de contratação e a documentação que exigem, e respondemos ao caderno de encargos ponto por ponto. Contacte-nos com a referência do procedimento e encaminhamos o pedido para a equipa certa.

Comece pelo problema

Diga-nos em que está a trabalhar e que sistemas já utiliza. Sugerimos por que etapa começar e o que terá no fim dela.